Thank you, London.
You've been nothing but a great, great friend.
We'll miss you.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Londres: me acostumei
O que eu acho que aconteceu para desacelerarmos os posts aqui no blog, foi que perdemos um pouco aquele turista way of life. Normal, né? Nem parece, mas já estou aqui faz seis meses. Os seis meses mais legais da minha vida, é verdade. Mas mesmo assim fui me acostumando com a coolness de Londres. Chegar a qualquer ponto da cidade rapidinho de metrô? Normal. Ter shows incríveis quase toda semana? Legal. Encontrar as melhores cervejas do mundo em absolutamente qualquer pub? Ok, vamos lá.
Nao quero parecer blasé-mala-metida (mas é exatamento como pareço. Desculpe). Eu sei da importância na minha vida de tudo de bom que Londres oferece e se isso acabasse de um dia para o outro... acho que perderia a cabeça. Mas, por ora, aceito esta mudança de não mais sair gritando por aí coisas como "ESTAMOS EM LONDRES!" ou "AMO ESSA CIDADE" - o que de fato fazia. :S Acho que os londoners (e o Rafa) agradecem.
E esta foi a introdução do post. O que eu queria mesmo escrever era sobre "Como perceber que você está se acostumando com Londres". Aqui vao algumas coisas que anotei mentalmente:
1) NAO MAIS SE ASSUSTAR COM OS RATOS DO METRÔ
A primeira vez que vi um, foi em abril do ano passado, quando vim visitar meu irmao. Estava na estaçao de King's Cross com minha querida amiga Nataly. Nos jogamos nos banquinhos da plataforma, exaustas depois de um dia de muito caminhar. E nao é que um rato preto, sujo, enorme (pequenino, na real) passa do nosso lado? A gente literalmente dá um salto (quase olímpico) e tenta subir na cadeira. Ao nosso redor, ninguém nem ao menos mexeu o rosto. "Como podem?", pensei. E um ano depois, cá estou eu, chegando o mais perto do trilho do trem para procurar as bolinhas de pelo preto que correm de uma lado para o outro entre os fios. Se nao pego o jornal gratuito, vou mesmo lá contar quantos consigo ver.
2) ACHAR O SOTAQUE AMERICANO BREGA
Quem comentou isso comigo foi o Rafa, uns dois meses atrás. "Parece caipira", ele disse (nada contra os caipiras! Amamos caipiras e caipirinhas!). Confesso que achei de um exageeeeeeeeeeeero. Mas semana passada, conheci uma americana no meu curso de moda e... simplesmente nao aguentei escutá-la! Mall, trash can, subway, to go, candy, french fries, elevator, fall, cell phone... Vira essa boca pra lá! E se eu perguntar a hora e for 2h20, só me responda se for para falar "twenty past two".
3) QUALQUER RAIO DE SOL É MOTIVO PARA SE JOGAR NOS GRAMADOS
De novo, em abril do ano passado, tirava sarro da cara da galera que, com 12 graus, já ia de shortinho a caminho do parque. Afinal, cheguei aqui na Primavera usando um sobretudo pesado enquanto os ingleses lagarteavam no gramado mais próximo para aproveitar a temperatuda positiva. Achava bizarro. Mas é claro que agora eu faço o mesmo. QUALQUER raio de sol é motivo para pic-nic, pegar um bronze, andar no parque, deitar na grama... É o desespero, amigos! Só eu - e toda Londres - sabe o frio que passei até hoje.
Nao quero parecer blasé-mala-metida (mas é exatamento como pareço. Desculpe). Eu sei da importância na minha vida de tudo de bom que Londres oferece e se isso acabasse de um dia para o outro... acho que perderia a cabeça. Mas, por ora, aceito esta mudança de não mais sair gritando por aí coisas como "ESTAMOS EM LONDRES!" ou "AMO ESSA CIDADE" - o que de fato fazia. :S Acho que os londoners (e o Rafa) agradecem.
E esta foi a introdução do post. O que eu queria mesmo escrever era sobre "Como perceber que você está se acostumando com Londres". Aqui vao algumas coisas que anotei mentalmente:
1) NAO MAIS SE ASSUSTAR COM OS RATOS DO METRÔ
A primeira vez que vi um, foi em abril do ano passado, quando vim visitar meu irmao. Estava na estaçao de King's Cross com minha querida amiga Nataly. Nos jogamos nos banquinhos da plataforma, exaustas depois de um dia de muito caminhar. E nao é que um rato preto, sujo, enorme (pequenino, na real) passa do nosso lado? A gente literalmente dá um salto (quase olímpico) e tenta subir na cadeira. Ao nosso redor, ninguém nem ao menos mexeu o rosto. "Como podem?", pensei. E um ano depois, cá estou eu, chegando o mais perto do trilho do trem para procurar as bolinhas de pelo preto que correm de uma lado para o outro entre os fios. Se nao pego o jornal gratuito, vou mesmo lá contar quantos consigo ver.
Watch out! Mouse on the Tube!
2) ACHAR O SOTAQUE AMERICANO BREGA
Quem comentou isso comigo foi o Rafa, uns dois meses atrás. "Parece caipira", ele disse (nada contra os caipiras! Amamos caipiras e caipirinhas!). Confesso que achei de um exageeeeeeeeeeeero. Mas semana passada, conheci uma americana no meu curso de moda e... simplesmente nao aguentei escutá-la! Mall, trash can, subway, to go, candy, french fries, elevator, fall, cell phone... Vira essa boca pra lá! E se eu perguntar a hora e for 2h20, só me responda se for para falar "twenty past two".
Oh, americans...
3) QUALQUER RAIO DE SOL É MOTIVO PARA SE JOGAR NOS GRAMADOS
De novo, em abril do ano passado, tirava sarro da cara da galera que, com 12 graus, já ia de shortinho a caminho do parque. Afinal, cheguei aqui na Primavera usando um sobretudo pesado enquanto os ingleses lagarteavam no gramado mais próximo para aproveitar a temperatuda positiva. Achava bizarro. Mas é claro que agora eu faço o mesmo. QUALQUER raio de sol é motivo para pic-nic, pegar um bronze, andar no parque, deitar na grama... É o desespero, amigos! Só eu - e toda Londres - sabe o frio que passei até hoje.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Quantas vezes?
Acabei de notar: a embalagem da minha pasta de dente recomenda escovaçao DUAS vezes ao dia. Fica o choque.
I can't afford
Vamos falar de moda? Já ouço meus amigos hombres respondendo em coro: "nãããão".
Ah! Vamos sim, vai. Tá aqui meu blog novo: I Can't Afford, onde escreverei em paralelo com o London Blogging, claro. :)
Ah! Vamos sim, vai. Tá aqui meu blog novo: I Can't Afford, onde escreverei em paralelo com o London Blogging, claro. :)
terça-feira, 30 de março de 2010
Exit through the gift shop
Fomos ao Victoria and Albert Museum na última sexta-feira para um evento doidão de jogos à noite (contaremos mais em um próximo post). Uma hora, os games deram uma miada e fomos explorar o museu. Rafa decidiu ver o setor sobre o Renascimento e eu...
... fui para a área de moda...
... fui para a área de moda...
...depois, claro, dei uma paradinha no Gift Shop...
sexta-feira, 26 de março de 2010
Meu Brasil
Brasileiro quando deixa o Brasil fica meio mala. Basta cruzar uma fronteirinha e pronto!, vira o mais brasileiro dos brasileiros. Se transforma em um nacionalista saudoso, certo de que lugar nenhum no mundo chegará aos pés da pátria amada, e que apenas o país tropical é abençoado por Deus. Ui!
É só juntar um grupinho para poder ouvir, em alto e bom português, que a comida lá é melhor, que as pessoas lá sao melhores, que a cerveja (oi?), a calça jeans (oooi?), a água, a vida, os amores... tudo é melhor na terrinha.
E nao só isso: também vem aquela saudade de coisas que essas pessoas nunca fizeram. O que eu já ouvi:
- Dançar um sambao agora ia ser bom, né?
- Ah, você samba?
- Nao, mas sinto uma falta...
Ahan.
Tem também os absurdos do tipo: "Aqui você entra no metrô e ninguém nem levanta a cabeça. No Brasil, as pessoas se olham, calor humano, sabe?". Nao, nao sei.
Nao poderia deixar de falar de lojas brasileiras, claro. Existe uma lei: em todas - seja cabeleireiro, lanchonete, puteiro, igreja do reino de deus - é necessário um DVD da Ivete Sangalo rodando. Tem que estar tao alto quando o volume de um trio-elétrico em Salvador, só assim todas as dondocas e playboyzinhos - aqueles que compram abadá caríssimos para ficar o mais distante possível do Brasilzao - podem matar a saudade do Brasilzinho.
Ao entrar no por quilo brasileiro onde eu estava, a patricinha gritou do alto do seu salto 20: AHHH, IVETINHA! NAO TEM PAÍS NO MUNDO BAUM COMO O NOSSO.
Nao me entenda mal: eu adoro meu país. Sinto saudade de várias coisas, entre elas a comida, o clima, etc. Mas nao fico comparando o tempo todo, nem menosprezando a cidade que tao maravilhosamente me acolheu.
A conclusao que chego, minha gente brasileira, é que Brasil com Z e de binóculos é taaao mais bonito.
Né nao?
É só juntar um grupinho para poder ouvir, em alto e bom português, que a comida lá é melhor, que as pessoas lá sao melhores, que a cerveja (oi?), a calça jeans (oooi?), a água, a vida, os amores... tudo é melhor na terrinha.
E nao só isso: também vem aquela saudade de coisas que essas pessoas nunca fizeram. O que eu já ouvi:
- Dançar um sambao agora ia ser bom, né?
- Ah, você samba?
- Nao, mas sinto uma falta...
Ahan.
Tem também os absurdos do tipo: "Aqui você entra no metrô e ninguém nem levanta a cabeça. No Brasil, as pessoas se olham, calor humano, sabe?". Nao, nao sei.
Nao poderia deixar de falar de lojas brasileiras, claro. Existe uma lei: em todas - seja cabeleireiro, lanchonete, puteiro, igreja do reino de deus - é necessário um DVD da Ivete Sangalo rodando. Tem que estar tao alto quando o volume de um trio-elétrico em Salvador, só assim todas as dondocas e playboyzinhos - aqueles que compram abadá caríssimos para ficar o mais distante possível do Brasilzao - podem matar a saudade do Brasilzinho.
Ao entrar no por quilo brasileiro onde eu estava, a patricinha gritou do alto do seu salto 20: AHHH, IVETINHA! NAO TEM PAÍS NO MUNDO BAUM COMO O NOSSO.
Nao me entenda mal: eu adoro meu país. Sinto saudade de várias coisas, entre elas a comida, o clima, etc. Mas nao fico comparando o tempo todo, nem menosprezando a cidade que tao maravilhosamente me acolheu.
A conclusao que chego, minha gente brasileira, é que Brasil com Z e de binóculos é taaao mais bonito.
Né nao?
Eu sou muito melhor do que você! Sou sim, sou sim, sou sim!
Assinar:
Postagens (Atom)

















